Adormecia a rir e acordava no mesmo estado, com ou sem motivo para tal, era especial.
E é por isso, pelas tardes ao sol, deitadas na relva, pelas corridas á chuva a tocar ás campainhas, pelos gritos despropositados, pelas gomas e misturas estranhas, pelas compras - ou pelas tentativas de comprar alguma coisa, és uma esquisita, confessa! -, pelo facto de olhares para mim com cara de parva e gozares a toda a hora, por aprenderes a andar na Julieta aqui tão perto numa tarde de Verão, pelas escapadelas de Inverno, pelas noites a dançar, e dançar, e dançar, sem parar de rir, como sempre.
Sim, seria assim que eu numa simples palavra esclareceria a nossa relação: rir!
E tenho saudades disso, tenho saudades de todos esses momentos, fossem segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, 17 anos. Faz-lhe as contas. É muito tempo, não é?
Então não desperdices isso, não me faças esquecer tudo o que já passou por teres mais orgulho do que eu, não me faças esquecer os mergulhos no burgo, as idas á praia, não me faças esquecer quem tu és e quem nós somos, as duas, só te peço isso. Volta.
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