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Virei-te as costas.

Por vezes quando amamos temos que enfrentar as armadilhas que a vida se encarrega de meter mesmo á nossa frente. E é nessas alturas que vamos decidir: ou seguimos em frente, ou viramos as costas.

Eu virei-te as costas.


Não foste uma armadilha, nem um bicho papão, mas o teu bem faz-me tão mal, e eu não posso permitir isso, não posso deixar que me metas na corda bamba, outra vez, sem vara, á espera que eu caia, ao minimo movimento.
Não, desta vez não.

Uma mulher nunca tem a certeza de nada, mas eu sei que fiz tudo mal, mas fiz bem.


E sabes qual é a única verdade no meio disto tudo? É que o hábito é o primeiro inimigo do amor vivo, que nos faz cair nessas armadilhas traiçoeiras de deixar passar o tempo, esquecer as discussões, atirar para trás das costas o que não conseguimos encarar de frente e admitir factos e palavras que ferem a nossa dignidade e nos fazem ser menos gente.

1 comentário:

  1. Andas muito filosófica para o meu gosto... As aulas em que estiveste atenta deram jeito, hein?

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