O que é?
É um vazio interior, um desgaste a cada instante, uma fraqueza incompreensível.
É o dia-a-dia e a falta dele. A cama vazia e o frio nos ombros que anuncia a ausência de alguém.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
É o sentido de desorientação e as noites em claro, é um aperto no peito e uma angústia gigante.
É o querer e não ter a cada instante, é a mão solta e a voz a falhar.
A pergunta acaba por ser: o que é isto?
"Se me aproximar devagar, será que vais fugir?
Ou se vou conseguir mais um tempo ao teu lado?
Ou se vou conseguir mais um tempo ao teu lado?
Para te entreter mais um pouco ou te fazer sorrir
Para ti ou pelo sonho vamos juntos viajar.
Medo é desculpa em leve chuva
E querer morrer de amor não é história de outro tempo. (...)
Se fingir não querer
Pode ser que não te entregue esta leve dor em tom de chuva
Por não querer fugir
Por ti ou pelo sonho não consigo desprender
Medo é fraqueza como nuvem
E querer morrer de amor nunca é história de outro tempo
Mas se formos novos de novo
Mas se formos juntos
Vamos poder respirar."* Tiago Bettencourt
Razão & Coração
Há um vazio entre a boca e o coração talvez para que haja espaço suficiente para se saber o que se dizer quando esse órgão teima em falar mais alto que a razão. Deve ser um tipo de filtro natural que o corpo humano criou após longas jornadas de lutas psicológicas que o mundo travou desde a sua criação.
Mas depois, existem ''pessoas com o coração na voz'', aquilo a que se chamam os ''reféns de emoção''. Conheço poucos, infelizmente. E ainda hoje não sei se me encontro dentro desse leque de seres que vive assim mesmo, do coração para a boca, sem pensar, sem hesitar, sem disfarçar.
Afinal, é o que meio mundo faz, disfarça. Disfarça aquilo que o coração diz para depois dar prioridade à razão.
Porquê? "Vivemos numa sociedade que despreza os afectos, troça deles, acha-os lamechas, mas na escola devíamos estudar geometria emocional,aprender a reconhecer e valorizar as nossas emoções, respeitar sentimentos e a desenhar com eles uma constelação onde as várias forças se equilibrassem para nos permitirem sermos mais livres e autónomos, mais responsáveis e orgulhosos das nossas particularidades." in "apresentação de Ana Zanatti", livro do "Alta Definição"
Reflexões nocturnas
''É preciso sabermos sempre quando uma etapa chega ao final, se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.(...) Podes passar muito tempo a perguntar por que é que isso aconteceu....
Podes dizer para ti mesmo que não darás mais um passo enquanto não entenderes as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas na tua vida e que subitamente foram transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos. Todos estarão a encerrar capítulos, a virar a folha, seguindo em frente e todos sofrerão ao ver que tu estás parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer no nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está a jogar nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não esperes que devolvam algo, não esperes que reconheçam o teu esforço, que descubram o teu génio, que entendam o teu amor. Pára de ligar a tua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como tu sofreste com determinada perda: isso estará apenas envenenando e nada mais. (...)
Antes de começares um capítulo novo, é preciso terminares o antigo: diz a ti mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembra-te de que houve uma época em que podias viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na tua vida.
Fecha a porta, muda o disco, limpa a casa, sacode a poeira. Deixe de ser quem eras, e transforma-te em quem és. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."
Dias de chuva.
Nunca percebi se os dias de chuva servem apenas para nos deixar em modo lento, com os pés gelados e de pijama o tempo todo ou se têm segundas intenções.
Por vezes, e se assim for possível, servem para andar de mãos dadas entre as pingas, numa dança de jogo do gato e do rato, entre beijos e abraços, ou então, exactamente o contrário, e ficamos reféns do sofá, com comédias românticas em replay e uma boa dose de chocolates.
São dias perfeitos para aproximar ou afastar.
São dias perfeitos para engordar aqueles quilos que perdemos na última aula de zumba.
São dias perfeitos para decorar aquela música que ainda não parou de tocar na tua cabeça.
São dias em que o coração aperta a cada rajada de vento que bate na janela, e que quando ouves a chuva cair no seu parapeito, quase que te consegues ouvir a pensar. Pensar, será certamente esse o maior problema que nos vai perseguir até sermos capazes de o fazer. É assim que acontecem grandes coisas, ou então, que não acontece nada por tanto se pensar. Pensa-se nos prós e nos contras, nos 'se's e em tudo aquilo que está em jogo, estabelece-se uma relação directa com tudo o que pode correr mal e isso, falará sempre mais alto.
Complicómetro, é o que gosto de lhe chamar. Quase como se fosse um relógio de bolso ou aquela malinha da maquilhagem para os momentos de improviso e que teimamos em usar a toda a hora.
Desliga o complicómetro, a vida é demasiado rápida para medir as consequências de cada acção. Não percas tempo com aquilo que te pode fazer perder esse tempo mesmo. Esse tempo, que serviria para tanta coisa, incluindo o jogo do gato e do rato entre as pingas da chuva.
"São dias perfeitos para decorar aquela música que ainda não parou de tocar na tua cabeça.":
"Give me love like never before
'Cause lately I've been craving more
And it's been a while but I still feel the same
Maybe I should let you go
You know I'll fight my corner
(...)
Give a little time to me or burn this out
We'll play hide and seek to turn this around
All I want is the taste that your lips allow"
Epifania, João Seilá
E que sem querer me tens a mim
Hei-de agarrar-te enquanto houver força
Hei-de agarrar-te até ao fim
Se acordares noutro lugar
Eu nem que fuja daqui
Se fores para a lua
Eu vou atrás de ti"
Fica aqui
''Tem dias que eu acordo pensando em você,
em fracção de segundos vejo o mundo desabar''
O sol já nasceu e olho para ti, ali deitado, de barriga para baixo com a tranquilidade de um sono profundo. Puxo a minha almofada para ficar colada à tua, e reparando na tua barba descuidada e nos teus ombros, que são de longe, os mais perfeitos que alguma vez vi, sinto-te respirar, e relembro apenas os momentos em que ficas aqui por aqui, raptado e aprisionado ao que nos une. Quando chegaste com um caixa de chocolates disfarçada dentro de um embrulho Toys "R" Us, e disseste que tinhas o presente ideal para a criança mais crescida que algumas vez conheceste; quando depois de um dia de trabalho e já cansado, conduziste duas horas para me levares a ver o pôr-do-sol à praia da tua vida; quando eu te liguei inundada em lágrimas mas sem saber a razão para tal e cheguei a casa e tinha a banheira com espuma até acima e um bilhete a dizer ''Relaxa, dias melhores virão!".
Sempre que ficas, o mundo torna-se um sítio melhor, o sítio onde eu quero passar o resto da minha vida. Sim, já te disse que ficava contigo a vida toda. Troca o "era uma vez" por o "é desta vez".
"Eu troco minha paz por um beijo seu
Eu troco meu destino pra viver o seu
Eu troco minha cama pra dormir na sua
Eu troco mil estrelas pra te dar a lua
E tudo que você quiser
E se você quiser, te dou meu sobrenome"
Eu troco meu destino pra viver o seu
Eu troco minha cama pra dormir na sua
Eu troco mil estrelas pra te dar a lua
E tudo que você quiser
E se você quiser, te dou meu sobrenome"
É o que tem de ser
"Não foi curiosidade. Foi desejo. Foi um choque eléctrico surpreendente, desses que te deixa com o corpo arrepiado, o coração acelerado e o cabelo em pé. Foi sentimento. Não foi planeado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar. Foi um lance de corpo, um lance de alma. Foram os olhos, os sorrisos, o jeito de andar, foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor. É amor."
Bonança
Todos os dias volto aquele jardim de mão dada com a incerteza.
Da primeira vez, o sol era quente, aquecia-me os braços e uns minutos depois, o coração. Lá estavas tu, sentado no banco de madeira, com uma pose de quem carrega aos ombros uma vida de desgostos, a fumar um cigarro sem fim. E todos os dias a seguir a este, lá estavas tu, uma vez, e outra vez.
Nunca te tinha visto um sorriso ou ouvido uma palavra sequer, sempre solitário e com um ar misterioso não deixavas margem para me aproximar. O improvável encarregou-se de nos juntar numa circunstância engraçada, e pela primeira vez, a tua expressão facial mudou, e num movimento de contracção muscular da boca e dos olhos, eu vi que também tu sabias sorrir.
Após isto, descobri em ti aquilo a que chamam uma raridade. Não sei de que és feito, quais são os teus sonhos, nem a tua comida preferida, mas sei aquilo que me dás, e dás-me muito, todos os dias, um bocadinho mais ainda. Dás-me esperança, dás-me carinho, dás-me risos, dás-me calor, dás-me vida.
Agora vais ficando por perto, sempre de cigarro na mão, pronto para me dar mais.
Desconfio sempre quando a vida nos dá mais do que aquilo que pedimos, mas desta vez não vou questionar, não vou hesitar nem complicar.
Todos os dias voltamos juntos aquele jardim, de mão dada.
Cúmplices de escrita
Ao ler um blog que sigo com a maior dedicação, deparo-me com a descrição perfeita de interrogações que qualquer pessoa minimamente inteligente, com dois dedos de testa e um coração questiona...
Dizia assim:
Não há nada a acrescentar...
Deixem-se contagiar em http://pedrodrigues.blogspot.pt/ .
Dizia assim:
"-Achas que temos o que é preciso para sermos felizes?
(Silêncio)
-Tu és o que preciso para ser feliz.
(Sorriso)
-E quem me garante que amanhã não mudas de ideias? Quem me garante que daqui a alguns anos não sou o teu passado?
-Quem te garante que daqui a alguns anos não és o grande amor da minha vida?
São estas dúvidas que nos fazem continuar. São estas dúvidas que nos fazem querer acordar todos os dias ao lado um do outro e dizer baixinho:
-Continuas a ser o amor da minha vida. – dizermos isto com a certeza absoluta de que as coisas são mesmo assim e que o contrário seria impossível. Porque na realidade ainda há finais felizes.
-Acreditas em finais felizes?
-Acredito. E tu?
-Digo-te e repito-te: és o meu final feliz."
Não há nada a acrescentar...
Deixem-se contagiar em http://pedrodrigues.blogspot.pt/ .
O que não fica por dizer.
''Hoje direi de ti, de nós, tudo aquilo que não me é permitido gritar a alta voz;
Direi que me és importante, extremamente importante
Direi que o ar não me preenche quando não estás
Direi que os dias são mais lentos e menos alegres sem a tua companhia
Direi que sem os teus beijos minha boca perde o sorriso de que tanto gostas
Direi que os meus olhos se fecham em copas na tua ausência, torturados de saudade de ti
Direi que o meu corpo é inútil quando não envolvido no teu abraço apertado
Direi que o silêncio da tua voz me dá ganas de chorar
Direi que as minhas mãos ficam sem saber o que fazer quando não estão enlaçadas nas tuas."
(Direi que sem ti, Inês não é Inês ; é sombra.
Dir-te-ia tudo isto meu amor,sabes que to diria...
Dir-te-ia tudo isto e mais, mas os carrascos do meu pai silenciaram-me a voz.
A voz não, o coração.'') , Coimbra Apaixonada
Cafés para a vida
Na incerteza de um futuro esperamos apenas boas-novas, o sol a brilhar e um café para acompanhar. Não sabemos o que nos espera, e dá vontade de adiantar o calendário para saber como será o próximo natal ou o primeiro dia de Verão que há-de chegar... Está errado, não vale a pena desvendar os segredos que nos esperam, é melhor deixá-los aparecer a seu tempo para que nos surpreendam. É difícil saber se vão surpreender pela positiva ou não, mas acredito vivamente que as surpresas são pequenos momentos mágicos que têm de ser vividos com os olhos vendados no primeiro segundo e com um sorriso na cara o resto do tempo... A vida surpreende-nos a cada dia que passa, encontramos em nós qualidades que desconhecíamos, aparecem pessoas que nos metem um sorriso na cara, vivem-se momentos impensáveis e desejam-se pequenos nadas que fazem toda a diferença.
Estou certamente em modo de espera, espero esses segredos, essas surpresas, essas pessoas, esses momentos e esses desejos... ''Preparo um café ou a vida inteira''?
Pertence-nos.

"Em Coimbra eu já senti saudade do que não tive.
Recordando-me das memórias falsas que nem tive tempo de criar, choro-as. Lembro-me apenas de descer a avenida e sentir no ar o orgulho de te ter.
Anseio por ti, permanecendo com o coração apertado, como um eterno apaixonado
De longe ou perto olho-te com a mesma ambição, Coimbra é minha e é tua. É de quem a tem no coração."
O que eu não sabia...
"Não precisas de ter todas as respostas. Não precisas de carregar o mundo nos teus ombros. Não precisas de pensar em tudo o que pode correr mal. Não precisas de provar nada a ninguém. Não precisas de ser especial. Não depende de ti ser o melhor. De ti depende apenas dares o teu melhor. Não precisas de lamentar relações falhadas ou como ninguém te percebeu. O passado já passou. O que fazes hoje é uma escolha tua. Não precisas de viver sem problemas. Não precisas que te corra tudo bem. Nada nem ninguém está responsável por te fazer feliz. Isso é trabalho para ti. A felicidade não é uma utopia, é uma coisa concreta para a tua vida.
Podes começar já hoje a viver mais feliz. É só começar. ''
Biografias
''Joana é um ser muito especial. Todos os homens que a conheceram a desejaram, nem que tenha sido só por um dia ou uma noite. Qualquer um podia endoidecer com ela. Há mulheres assim. Eu amei-a assim que a vi. Acho que ainda a amo, mas nunca tive coragem para lho dizer.'' em Já ninguém morre de amor, por Domingos Amaral
O dom da palavra
Há pessoas que têm o dom de te enviar as palavras certas a qualquer hora...
''(...) Sara (...) que o amou muito e muito tempo, e que ele também amou, mas que perdeu porque, apesar de saber tudo sobre verbos nunca soube o significado de um deles, o verbo conservar, e nunca conseguiu viver naquela zona que fica entre o princípio e o fim das coisas, que é o durante, e que é quase tudo o que importa.'' em Já ninguém morre de amor por Domingos Amaral
Do que precisamos
Somos mulheres.
Gostamos e precisamos de amor e carinho. A mão dada na rua e um beijo na testa inesperado.
Gostamos e precisamos da magia, do friozinha na barriga e um chocolate quente com um 'bom dia' sorridente.
Gostamos e precisamos da sinceridade doce que nos faz sentir subir ao céu, para quando descermos com os pés assentes na terra sabermos que é de verdade.
Não precisamos de grandes presentes, gostamos de uma flor no fim de uma tarde de sol, de uma pulseira com um pendente que vai andar no pulso de dia e de noite, de uma moldura com uma foto para meter ao lado da cama e olhar para ela assim que o despertador tocar e nos mostrar que está alguém à nossa espera.
Simplicidade meus senhores, é o que pedimos.
Amor meus senhores, é o que precisamos.
Vocês meus senhores, é de vocês que nós gostamos, tal e qual como vocês são.
Felicidade
“Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. Que tenham ideais e medo de perdê-lo. Que amem ao próximo e respeitem sua dor. Para que tenhamos certeza de que: Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
She's happy
"I hope he buys you flowers
I hope he holds your hand
Give you all his hours
When he has the chance
Take you to every party
Cause I remember how much
You love to dance
Do all the things I should've done
When I was your man
Do all the things I should've done
When I was your man" Bruno Mars
Obrigada
Bom dia! Antes de mais, e porque acho que nunca o fiz, obrigada a todos! Obrigada por serem os meus confidentes, obrigada por lerem cada palavra que escrevo, obrigada desde sempre...
O meu blogue ao longo dos tempos foi-se tornando o meu melhor amigo, escrevi aqui, e para vocês, tudo aquilo que pensava, tudo o que achei que pudesse também ajudar-vos em algumas situações da vossa vida, e é por isso que estou aqui a escrever agora depois de tanto tempo sem publicar um texto, e embora ja tivesse pensado em apagar o blogue, não o farei porque também as tempestades fazem parte da nossa existência.
E são várias as coisas que quero contar-vos, são vários os conselhos que segui e que quero partilhar com vocês... Para começar, quem nunca olhou para trás com ternura, a pensar que não faz mal, que não faz mal olhar para o passado e conversar com ele, tentando resolver tudo o que se deixou no ar, e depois se arrepende porque percebe logo o porquê de algumas coisas terem ficado no passado? Eu sou assim, tenho de admitir, acredito sempre que as pessoas podem mudar para melhor, e ás vezes até mudam, mas nem sempre mudam como nós gostaríamos ou esperávamos, e embora não possa dizer que fico desiludida, fico apenas chocada por perceber que a vida não ensina todos da mesma maneira. E acreditem, ela precisa de vos ensinar, mas também é preciso que vocês a oiçam, nem sempre o que achamos melhor é realmente bom para nós.
Preciso de falar também noutro assunto, que até a mim que surpreende por ir confessar isto... Sou uma apaixonada pela escrita da Margarida Rebelo Pinto, e tenho por ela uma enorme admiração, mas por favor, se estão numa má fase da vossa vida (toda a gente passsa por algumas) não escolham para vossa companhia um dos seus romances! São lindos, comoventes, dramáticos, tudo o que um romance tem de ser, mas não é o vosso romance! As situações que estão a passar não podem ser comparadas ás que vão lendo, porque aí vão começar a pensar que ela está a contar a vossa história, e não está, embora por vezes existam algumas coincidências curiosas. Por isso, e se forem persistentes, fiquem-se pelo livro de crónicas que a escritora tem e esqueçam os restantes.
Mas talvez uma das coisas mais importantes que quero escrever para vocês, é o mais recente mandamento que escolhi para mim mesma: ''Todos os dias são bons dias para encarar a vida de uma maneira melhor.'', e com isto quero dizer que se têm algo que vos incomode, que vos tira noites de sono, que vos atormenta e não vos deixa ser quem vocês são, esqueçam isso! Mas para esquecer é preciso conversar, é preciso compreender e é preciso querer. Digo isto porque sou uma pessoa que nem sempre gosta de esquecer, que pensa de dia e de noite, acredito até que a minha cabeça por vezes fala mais alto do que eu mesma, e fui percebendo que isso me prejudica, porque se não tivermos alguém na nossa vida que nos compreenda, que não nos diga que ''está tudo bem, não tem mal pensares assim'', vamos ficar prisioneiros dos nossos próprios pensamentos. A minha sorte é que tenho alguém assim, depois de tanto drama, tantos dias de tempestade encontrei tudo aquilo que sempre quis numa pessoa e mais ainda, e é a essa pessoa que tenho de agradecer por acordar com um sorriso no rosto, agradecer por ser uma pessoa feliz, concretizada, compreendida. É a essa pessoa que também tenho de agradecer por estar aqui agora a escrever tudo isto, porque nem tudo o que nos rodeia são problemas, nem tudo o que as outras pessoas dizem ou fazem é para nos magoar, e temos de saber distinguir isso, e acima de tudo, temos de saber não culpar os outros daquilo que achamos que as situações parecem ser, porque suposições há muitas, falta por vezes é a coragem para procurar a verdade. Eu já encontrei essa coragem e tenho vindo a ser persistente dum modo que não me ajuda a mim nem a quem me rodeia, mas também acho que ninguém me pode apontar o dedo por ter medo de perder o que de mais importante tenho na minha vida... é preciso, claro, haver um certo controlo, porque, vão por mim, pensar nas coisas é bom, mas pensar de mais é muito mau.
Bem, acho que já me alonguei, tão típico... mas só para concluir, não se esqueçam de quem é realmente importante na vossa vida, porque essas pessoas, também têm pessoas que são importantes na vida delas, ou já foram, e isso não se esquece, nem se apaga, e não as podem privar de tudo o que a vossa cabeça diz ser errado, porque por vezes, a nossa cabeça também se engana e é aí que nós vamos errar se continuarmos a fazer o que ela pensa. E não deixem que o medo vos comande a vida, porque vão estar sempre com receio do amanhã sem motivo para isso, portanto, caros confidentes, sejam felizes, façam quem vos rodeia felizes também e irão ver que tudo será melhor!
E não se esqueçam, ''Todos os dias são bons dias para encara a vida de uma maneira melhor''!
Joana
P.s: Esqueci-me de vos fazer um pedido, não tenham medo de dizer aquilo que sentem, mesmo que isso seja um ''não gosto'', ''não quero'', ''isso magoa'', ''adoro-te'', ''amo-te'' e para mim uma das coisas mais importantes que devem ser ditas, ''obrigada'', porque embora eu seja suspeita porque dou muito valor ás palavras e ao que é dito, haverão por aí muitas pessoas que gostariam de ouvir algumas destas palavras.
As mulheres sagitário
''Se chegares com "Esta blusa é feia?" Ela vai responder simplesmente que "Sim". É muito capaz de quando lhe perguntares se ela te ama ela diga um "Amo! Mas as vezes eu penso também se não seria melhor se fossemos amigos...". Elas são tão sinceras que depois de uma hora vais desejar que elas mintam. Mas não te acanhes. Quando elas fazem um elogio ou algo do tipo, é mais especial do que o normal porque sabes que ela está a dizer a verdade. É que ela vê o mundo tal como ele é, ainda que por trás das lentes cor-de-rosa. É de admirar como as sagitarianas conseguem ver toda a dureza do mundo e ainda assim acreditar que tudo vai melhorar. Optimistas convictas! Mas quem avisa amigo é: nunca as mandes fazerem alguma coisa. Pede!! Até a mãe dela tem dificuldade em mandar nesta mulher. Quem és tu para ser mais que a mãe dela não é? Mas de vez em quando as sagitarianas gostam de fazer testes com as pessoas. Podem vir para cima de ti com alguns deles e a pessoa terá que demonstrar que é firme no que diz. Eventualmente a língua das nativas de sagitário acabam por se tornar sarcásticas demais e ai é preciso ter mão firme e dar numa de Tarzan. Ela sente de acordo com a forma que age e pensa do jeito que fala. Tem uma maneira de ser e dizer que acaba provocando mal-entendidos ao longo da sua vida, baralhando os seus sentimentos. Mas é muito provável que ninguém vá saber o que se passa com ela e acham que está tudo muito bem. Ela não vai falar mais sobre o assunto que a entristece até porque ela odeia ir até o âmago de qualquer questão que seja. Ás vezes é tarde demais para contornar uma situação.
No fundo as sagitarianas são aquelas crianças que acreditam em tudo. Tem uma forma ingénua de ver o mundo o que pode acabar por as tornar presas fáceis para os conquistadores de plantão. O seu cérebro certamente é ágil e lógico. Mas ele não tem qualquer ligação com o seu coração que é tão indefeso quanto sua mente é inviolável.
AH! E sabes aquelas meninas que chegam lindas e esplêndidas, todas trabalhadas na câmara lenta e ai tropeçam no chão? Pronto, são elas.
Até assim elas são encantadoras. O seu lado desastrado acaba por se transformar numa espécie de forma espontânea avançada.
Mas no fim das contas a realidade é que elas desconfiam dos relacionamentos. Essa desconfiança, no entanto, não impede que elas seja do tipo que chora em filmes ou guarda todos os bilhetes que já lhe enviaste. As mulheres de sagitário só precisam que as deixem viver por si próprias, sem se sentirem aprisionadas. Em troca ela irá oferecer todo o seu amor sincero e idealista.''
No fundo as sagitarianas são aquelas crianças que acreditam em tudo. Tem uma forma ingénua de ver o mundo o que pode acabar por as tornar presas fáceis para os conquistadores de plantão. O seu cérebro certamente é ágil e lógico. Mas ele não tem qualquer ligação com o seu coração que é tão indefeso quanto sua mente é inviolável.
AH! E sabes aquelas meninas que chegam lindas e esplêndidas, todas trabalhadas na câmara lenta e ai tropeçam no chão? Pronto, são elas.
Até assim elas são encantadoras. O seu lado desastrado acaba por se transformar numa espécie de forma espontânea avançada.
Mas no fim das contas a realidade é que elas desconfiam dos relacionamentos. Essa desconfiança, no entanto, não impede que elas seja do tipo que chora em filmes ou guarda todos os bilhetes que já lhe enviaste. As mulheres de sagitário só precisam que as deixem viver por si próprias, sem se sentirem aprisionadas. Em troca ela irá oferecer todo o seu amor sincero e idealista.''
Encerrando ciclos
"É preciso sabermos sempre quando uma etapa chega ao final, se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram."
Acreditem, depois será tudo mais fácil...
Sem olhar para trás
Abandona-se o passado no seu sítio, no passado. Acredita-se no amanhã e num futuro melhor. Vive-se um dia de cada vez como se fosse o último e sem olhar para trás.
É esse o segredo, nunca olhar para trás, porque quando se olha, voltam as memórias, voltam as dúvidas e voltam os ''ses''.
Esquecendo o que acontece e focando-nos naquilo que queremos que aconteça, acreditem, nunca a força de vontade teve tanto sentido como agora. De nada vale chorar, gritar, barafustar e perguntar ''Porquê?'', de nada serve continuar agarrado a algo que é impossível, forçando ao mesmo tempo tudo o que nunca deu certo, e que não dará só porque queremos.
Sim, não é esta a força de vontade que falo, pelo contrário, falo daquela força de vontade de seguir em frente, por tudo e apesar de tudo, guardar só o que é bom de guardar mas mesmo assim guardar tudo isso no passado, como se guardam fotografias ou recordações e um dia mais tarde, quando já formos capazes, aí sim, podemos finalmente abrir a caixa e reviver tudo o que um dia já nos fez feliz e que terminou. Afinal não é essa a lei da vida? Tudo tem um princípio, meio e fim.
Foi isso que fiz, meti um ponto final numa história que podia ter sido ''a história'' e segui em frente. Se me perguntarem se é díficil? Irei dizer que é, mas que vale a pena.
A seguir ao Inverno vem sempre a Primavera, e com ela voltam os dias de sol, que nos aquecem e nos fazem querer o Verão e é mais ou menos assim que isto funciona, depois da tempestade de sentimentos, volta a esperança e com ela a vontade de um futuro melhor.
Aqui está ele, o futuro, sem tirar nem pôr, sem pensar no amanhã, sem olhar para trás.
''You light up my world like nobody else'' , 2012
Eu fiquei, tu ficaste
"Vai ficar tudo que de ti tinha, tudo que de mim tinhas, vai ficar tudo que de ti guardei, tudo que me ensinaste e tudo que te ensinei, embora hoje possas não dar valor. Vais ficar, permanecer, vais continuar, vou-te levar para sempre, e eu vou-te acompanhar para sempre sendo essa ou não a tua vontade. Eu fiquei, tu ficaste, ficaste mas foste. Vou-me sempre lembrar de ti, vou-te levar comigo, vou-te prender por entre memórias, vou continuar a chorar e a sorrir, vou continuar a lembrar-me da tua voz, a sentir o teu cheiro, a recordar o teu sorriso, vou continuar a lembrar-me do brilho do teu olhar, do teu toque, da tua alegria, vou continuar a olhar-te, vou continuar a sentir saudade, vou continuar a sentir a tua presença, vou continuar a sentir a tua falta.Tu não ficaste e eu? Eu quis ficar mas tive que continuar… "
Quando...
Quando ela encara a tua boca, BEIJA-A.
Quando ela te empurra e te bate como uma maluca só porque pensa que é mais forte do que tu, AGARRA-A E NÃO A DEIXES.
Quando ela começa a resmungar contigo e agir mal, beija-a e DIZ-LHE QUE A AMAS.
Quando ela estiver silenciosa, pergunta-lhe o que se passa.
Quando ela te ignora, DÁ-LHE A TUA ATENÇÃO.
Quando ela se afasta, PUXA-A DE VOLTA.
Quando ela olha para si mesma e apenas vê o seu pior, DIZ-LHE QUE ELA É LINDA.
Quando a vires a chorar, apenas ABRAÇA-A e não digas nada.
Quando a vires a andar, aparece atrás dela e abraça-a pela cintura.
Quando ela estiver assustada,PROTEGE-A.
Quando ela te roubar o teu camisão favorito, deixa que ela fique com ele durante a noite.
Quando ela brincar contigo, brinca também com ela e FÁ-LA RIR.
Quando ela não te responder por um longo período de tempo, ASSEGURA-TE QUE ESTÁ TUDO BEM.
Quando ela olhar para ti em dúvida, ENCHE-A DE CERTEZAS.
Quando ela te disser "amo-te", ela faz muito mais do que podes compreender.
Quando ela segurar as tuas mãos, segura as delas e brinca com os seus dedos.
Quando ela for contra ti, vai contra ela e fá-la rir.
Quando ela te contar um segredo, GUARDA-O e não o contes a ninguém.
Quando ela olhar para os teus olhos, não desvies os olhos até que ela o faça.
Quando ela disser que está acabado, ELA AINDA QUER QUE TU SEJAS DELA.
Quando ela postar esta nota, ELA QUER QUE TU A LEIAS.
Fica ao telefone com ela mesmo que ela esteja calada.
Quando ela estiver zangada, abraça-a forte e NÃO A DEIXES.
Quando ela disser que está bem não acredites, conversa com ela porque em dez anos ela irá lembrar-se de ti.
TELEFONA-LHE Á MEIA NOITE NO SEU ANIVERSARIO E DIZ QUE A AMAS.
TRATA-A COMO SE ELA TE FOSSE TUDO, o que te é importante.
Fica acordado a noite inteira quando ela estiver doente.
Vê com ela o seu filme preferido mesmo que o aches estúpido.
Dá-lhe o mundo (FICA COM ELA PARA SEMPRE).
Deixa-a usar as tuas roupas.
Quando ela estiver aborrecida, vai sair com ela.
Deixa-a saber que é importante.
NÃO FALES DE OUTRAS MULHERES Á BEIRA DELA.
Beija-a na chuva.
Quando ela for ter contigo a chorar, a primeira coisa que deves dizer é: ''A quem devo bater?""
Adeus Verão
Tu vens e vais como um pássaro, voas como quem anda, ficas como quem mora e, quando partes, nunca dizes adeus. Penso sempre que é a última vez, mas depois há uma força que te faz voltar, e a cada regresso trazes-me mais conforto, mais paz, mais sabedoria.
O que te faz voar até mim é um mistério que o mundo não consegue resolver.''
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Margarida Rebelo Pinto
As crónicas da Margarida
As crónicas da Margarida
Até lá?
O que é que me faz falta? Tanta coisa...
Faz-me falta acordar de manhã e não pensar em nada, e saber que mesmo assim está tudo bem.
Faz-me falta saber que isso pode acontecer amanhã também, que irá continuar tudo bem na mesma.
Para além disto, és tu que me fazes falta, tu que estás longe, tu que não sabes nada ''disto'', tu que conversas comigo todos os dias como velhos amigos que se encontram depois de muitos anos separados.
Tem sido por acaso que volta e meia falamos de antigas relações e no que elas se podiam ter tornado, e é aí que falamos na nossa, e sabemos que mesmo assim, não passam de palavras.
Eu não me importo, sei que mais cedo ou mais tarde as coisas chegarão ao seu ponto certo e será aí que tudo mudará. Até lá? Até lá eu espero, e espero mais uma vez.
Penso que foi na semana passada que alguém me perguntou (já não me lembro muito bem porquê), ''Tu não desistes?'', eu respondi ''Não'' e a conversa ficou por ali. Depois disto fiquei a pensar no assunto e realmente é verdade, quando me fazem perguntas estúpidas como esta, a minha resposta é sempre um 'não' e ponto final. Foi o mesmo que aconteceu quando me perguntaste qual era a razão de eu gostar tanto de ''nós'', e eu respondi que gostava, simplesmente gostava. Não chega?
Não, não chega, mas por enquanto ainda não estás preparado para ouvir tudo o que eu poderia dizer, porque eu tenho sempre alguma coisa para dizer, ainda não consegui aprender que por vezes o silêncio é a melhor resposta que se pode dar. Até lá? Eu espero e tu esperas, quando chegar a altura certa, logo saberemos.
''If I would tell you how much you mean to me I think you wouldn´t understand it so I wait, I wait until this day comes when you will understand me.'' Conheces?
Faz-me falta acordar de manhã e não pensar em nada, e saber que mesmo assim está tudo bem.
Faz-me falta saber que isso pode acontecer amanhã também, que irá continuar tudo bem na mesma.
Para além disto, és tu que me fazes falta, tu que estás longe, tu que não sabes nada ''disto'', tu que conversas comigo todos os dias como velhos amigos que se encontram depois de muitos anos separados.
Tem sido por acaso que volta e meia falamos de antigas relações e no que elas se podiam ter tornado, e é aí que falamos na nossa, e sabemos que mesmo assim, não passam de palavras.
Eu não me importo, sei que mais cedo ou mais tarde as coisas chegarão ao seu ponto certo e será aí que tudo mudará. Até lá? Até lá eu espero, e espero mais uma vez.
Penso que foi na semana passada que alguém me perguntou (já não me lembro muito bem porquê), ''Tu não desistes?'', eu respondi ''Não'' e a conversa ficou por ali. Depois disto fiquei a pensar no assunto e realmente é verdade, quando me fazem perguntas estúpidas como esta, a minha resposta é sempre um 'não' e ponto final. Foi o mesmo que aconteceu quando me perguntaste qual era a razão de eu gostar tanto de ''nós'', e eu respondi que gostava, simplesmente gostava. Não chega?
Não, não chega, mas por enquanto ainda não estás preparado para ouvir tudo o que eu poderia dizer, porque eu tenho sempre alguma coisa para dizer, ainda não consegui aprender que por vezes o silêncio é a melhor resposta que se pode dar. Até lá? Eu espero e tu esperas, quando chegar a altura certa, logo saberemos.
''If I would tell you how much you mean to me I think you wouldn´t understand it so I wait, I wait until this day comes when you will understand me.'' Conheces?
É o desejo intocável, no seu estado puro.
''No amor, ninguém pode magoar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.
Já me senti ferida quando perdi os homens por quem me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.
Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem a possuir.''
Paulo Coelho
Quero o mais, o demais ou o nada.
"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas — porque tenho uma mente fértil e delirante — e porque posso achar errado — e ter que me desculpar — e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que “nada é para sempre”.
Gabriel García Márquez
Hoje, amanhã e depois
Hoje é diferente. Hoje há dias em que me apetece fazer tudo e mais alguma coisa, e não, não estou a falar de ver desenhos animados ou de ir pular até me doerem as pernas, falo sim, de ir ter contigo e dizer-te tudo o que preciso de te dizer. Mas com o passar do tempo eu percebo que interferir na tua vida sempre que me apetece não dá bom resultado, porque a tua vida, não é minha, nem ''nossa'', é só tua.
Tu fazes dela o que sempre quiseste, nunca deixaste que ninguém lhe mexe-se, nem por meio segundo. Aliás, por vezes até deixas, mas arrependeste no minuto seguinte e por isso sobes o patamar da segurança. Por isso, tudo o que tente não passa de uma tentativa falhada, de falar sem tu me ouvires, de eu gritar se for preciso e tu nem olhas.
Foi da última vez que te disse umas boas verdades e tu me respondeste com um simples 'ok', que eu prometi a mim mesma que das próximas vezes iria guardar para mim todos os sentimentos que tinha para exprimir mas que tu não queres ou preferes não ouvir, porque sabes que isso te vai bater forte e depois não consegues fazer nada com essas palavras.
Por isso, hoje, amanhã e depois, eu vou ficar sem fazer nada, mesmo que me apeteça virar o mundo e mudar-te a sorte, porque durante estes anos aprendi a ouvir a minha mãe, e é mesmo verdade que 'Estar parado também é uma acção'.
É tudo.
Sabes quando vais na rua e falas sozinho, ou te ris e depois quando te apercebes, olhas à tua volta a ver se alguém reparou? Sim, é assim.
Sabes quando falam para ti e acenas com a cabeça mas não estás a ouvir nada? Sim, é assim.
Sabes quando ouves uma música e ela te faz lembrar alguma coisa? Sim, é assim.
Sabes quando estás deitado em cima da cama, a olhar para o tecto e tentas encontrar resposta? Sim, é assim.
Sabes que não há explicação, mas no entanto tens de fazer uma pergunta, e fazes mesmo: " - O que é que estamos a fazer? Aqui está ela. A Pergunta.
Já pensei nisto centenas de vezes, formulei as palavras precisamente desta maneira, com a mesma entoação, a mesma ênfase na palavra «fazer».
Mas de todas as vezes a resposta é diferente:
Estamos a seguir os nossos corações.
Estamos aproveitar a oportunidade.
Estamos a ser malucos.Estamos a autodestruir-nos.
Estamos a ser lascivos.Estamos confusos.
Estamos a rebelar-nos.
Estamos apaixonar-nos.
Já estamos apaixonados.
E a mais frequente: não temos a mais pequena das ideias. Então, limitámo-nos a decidir que não decidíamos nada. É tudo.''
Sabes quando falam para ti e acenas com a cabeça mas não estás a ouvir nada? Sim, é assim.
Sabes quando ouves uma música e ela te faz lembrar alguma coisa? Sim, é assim.
Sabes quando estás deitado em cima da cama, a olhar para o tecto e tentas encontrar resposta? Sim, é assim.
Sabes que não há explicação, mas no entanto tens de fazer uma pergunta, e fazes mesmo: " - O que é que estamos a fazer? Aqui está ela. A Pergunta.
Já pensei nisto centenas de vezes, formulei as palavras precisamente desta maneira, com a mesma entoação, a mesma ênfase na palavra «fazer».
Mas de todas as vezes a resposta é diferente:
Estamos a seguir os nossos corações.
Estamos aproveitar a oportunidade.
Estamos a ser malucos.Estamos a autodestruir-nos.
Estamos a ser lascivos.Estamos confusos.
Estamos a rebelar-nos.
Estamos apaixonar-nos.
Já estamos apaixonados.
E a mais frequente: não temos a mais pequena das ideias. Então, limitámo-nos a decidir que não decidíamos nada. É tudo.''
Assuntos sérios
Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas, fazem-se esperas, mandam-se flores, livros sublinhados, convocam-se os amigos para em quórum planearem connosco uma estratégia de recuperação, sente-se aos solavancos e come-se sem mastigar, num torpor raivoso e revoltado. A vida vai mais depressa do que nós, passa-nos por cima e os dias comem-se uns aos outros. Só queremos que o tempo corra para nos apaziguar a dor e acalmar os papos nos olhos.
Depois é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida e o réu, o que fizemos dela.
Limpam-se os destroços, enterram-se os mortos, tratam-se os feridos que são as nossas feridas, feitas de saudades, desencontros, palavras infelizes e atitudes insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos. Há quem se rodeie de amigos, durma com antigos casos, se enrole numa manta de xadrez e se torne o mais fiel cliente do clube de vídeo da esquina. Há quem tome calmantes, absorva vodka em noitadas vazias como uma esponja inútil, se mude outra vez para casa da mãe, ou parta em uma viagem para um local turisticamente muito apetecível.
O pior é quando se chega lá, apetece tudo menos lá ficar. Percebemos que não há longe nem distância para a dor, e que nenhum amante, amigo, mãe, irmão, droga ou bebida matam a saudade do que já fomos ou de quem já tivemos nos braços.
A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós. A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa.
As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo. A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos. Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.
Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma. Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós. Tornamo-nos espectadores da nossa dor. Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos. No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão cansadas de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.
Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos."
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Margarida Rebelo Pinto
Corazón Partío, As.
Ya lo ves, que no hay dos sin tres,
Que la vida va y viene y que no se detiene...
Y, qué sé yo
Pero miénteme aunque sea dime que algo queda
Entre nosotros dos, que en tu habitación
Nunca sale el sol, no existe el tiempo ni el dolor
Llévame si quieres a perder, a ningún destino, sin
ningún por qué
Ya lo sé, que corazón que no ve,
Es corazón que no siente,
El corazón que te miente amor.
Pero, sabes que en lo más profundo de mi alma,
Sigue aquel dolor por creer en ti,
Qué fue de la ilusión y de lo bello que es vivir?
Para qué me curaste cuando estaba herido,
Si hoy me dejas de nuevo con el corrazón partío?
Quién me va a entregar sus emociones?
Quién me va a pedir que nunca le abandone?
Quién me tapará esta noche si hace frio?
Quién me va curar el corazón partío?
Quién llenará de primaveras este enero,
Y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
Quién me va curar el corazón partío?
Dar solamente aquello que te sobra,
Nunca fue compartir, sino dar limosna, amor
Si no lo sabes tú, te lo digo yo
Después de la tormenta siempre llega la calma,
Pero, sé que después de ti,
Después de ti no hay nada.
Volta
Adormecia a rir e acordava no mesmo estado, com ou sem motivo para tal, era especial.
E é por isso, pelas tardes ao sol, deitadas na relva, pelas corridas á chuva a tocar ás campainhas, pelos gritos despropositados, pelas gomas e misturas estranhas, pelas compras - ou pelas tentativas de comprar alguma coisa, és uma esquisita, confessa! -, pelo facto de olhares para mim com cara de parva e gozares a toda a hora, por aprenderes a andar na Julieta aqui tão perto numa tarde de Verão, pelas escapadelas de Inverno, pelas noites a dançar, e dançar, e dançar, sem parar de rir, como sempre.
Sim, seria assim que eu numa simples palavra esclareceria a nossa relação: rir!
E tenho saudades disso, tenho saudades de todos esses momentos, fossem segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, 17 anos. Faz-lhe as contas. É muito tempo, não é?
Então não desperdices isso, não me faças esquecer tudo o que já passou por teres mais orgulho do que eu, não me faças esquecer os mergulhos no burgo, as idas á praia, não me faças esquecer quem tu és e quem nós somos, as duas, só te peço isso. Volta.
Stay with me
Conversas circulares
Calma. Perdi-me no meio da conversa. Se bem me lembro disseste: '' E olha que não é uma paixão que dura três dias, duas semanas, ou um mês...''. Sim, foi isso mesmo que disseste.E era verdade, eu sei - ou pensava que sabia -, mas naquela altura tive a certeza de que era mesmo isso, sabia que não ias voltar a ser uma pessoa avulso, mas que acabarias por acertar o passo com o pulso ou até mesmo o tempo com o modo. Sim, foi aqui que me tinha perdido. E tu, com ar de quem acorda todas as manhãs com a esperança de que um dia, talvez um dia, voltes a lançar o dado e saia novamente seis e seis (mas quando esse dia chegar, logo se vê), respondeste-me que entre nós não há pesos nem amarras e o silêncio não quer dizer ausência, apesar da ausência reinar nos nossos dias. Pois, até podia ser verdade, se não tivesses tido uma atitude de quem está farto de dar e receber. Nunca é demais, sabias?
A Matilde na terça-feira olhou para mim e sem que eu abrisse a boca explicou: ''Ele escolheu não te escolher.'' E eu pensei, bolas, e é por isso que eu bato com os pés no chão outra vez e perguntou porquê. Mas não, o nosso problema são estas conversas circulares, como quem não se cansa de falar, e falar, e falar. Talvez seja isso mesmo, já dissemos tantas coisas, que agora falamos e não dizemos nada. Sim, possivelmente seja isso.
Tipo, não mata mas mói, incomoda, ferve-me cá dentro, e volto a perder-me.
E é por isso que desta vez, nem uma palavra, só os olhos aos gritos.
" Ver-te assim abandonado / Nesse timbre pardacento / Nesse teu jeito fechado / De quem mói um sentimento ", Rui Veloso
Não há príncipes encantados!
Sentadas no chão a sentir o ar quente correr, riamos e conversávamos sobres esses príncipes encantados que andam por aí. Ou melhor, os que nós pensávamos que andavam por aí...Parecíamos umas miúdas da primária a divagar sobre quem seria e como seria ''o ideal'', e na altura teve piada.
- É a tua vez, como é que ele era?
Engasguei-me um bocado, sabia como o fazer, mas não queria.
- Era como tentar deitar o oceano todo dentro duma chávena de café. É difícil e impossível.
Olhaste para mim e pensaste que isto era apenas uma semente de um sonho. E tiveste razão.
Passado uns tempos descobri que: ''ás vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeira momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e casa desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora. Ás vezes é preciso renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer e amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza de que fizemos bem e não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.''
Vai ser nesse dia que vamos perceber que não há príncipes encantados.
Vou contar-vos um segredo
E agora sim, vem o pior, irão interrogarem-se sobre ''Como é possível''; vão perguntar-se ''E se''.
P.S.: ''As mulheres não foram feitas para correr; se o fazem, é para serem apanhadas.''
E quando o céu se rompe, quem é que o arranja?
- Aonde é que isto nos leva?
Tu olhaste para mim com aquela cara que eu tão bem conheço e disseste:
- Aonde queres que te leve?
Não te respondi logo, achei que seria bom ficares com as pernas a tremer, impaciente para que eu te respondesse.
Então, com uma calma que não conhecia dentro de mim, comecei:
- Sabes, eu ainda passo muitas noites sem dormir porque a vida nunca é como a imaginamos, espero por ti sem esperar, sonhando que aquilo que desejo, se for bom para mim e melhor para o mundo, se realize, e a tua ausência seja apenas uma etapa.
A vontade individual de cada um pode, aliás, deve estar acima de tudo. Tens o direito de querer tudo e de fazer o que queres, mas eu também tenho o direito de gritar ao mundo a minha tristeza, e o quanto me dói a forma como me fechaste a porta, afinal, quando o céu se rompe, quem é que o arranja?
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