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Adeus Verão

"Nunca sabemos para onde vamos. Nunca sabemos até onde podemos chegar, nunca conhecemos os nossos passos, mesmo quando pensamos que escolhemos os melhores caminhos.
Tu vens e vais como um pássaro, voas como quem anda, ficas como quem mora e, quando partes, nunca dizes adeus. Penso sempre que é a última vez, mas depois há uma força que te faz voltar, e a cada regresso trazes-me mais conforto, mais paz, mais sabedoria.
O que te faz voar até mim é um mistério que o mundo não consegue resolver.''

As crónicas da Margarida

''(...) Volto à minha: os homens deviam vir com manual de instruções. Uma edição barata, tipo livro de bolso, mais ou menos do tamanho da bolsinha de pinturas. Dava mesmo jeito. Porque uma pessoa não consegue perceber e adivinhar tudo. Por exemplo, o que quer dizer: você é muito gira, depois telefono-lhe. O que é depois? É amanhã ou no próximo milénio? Também não percebo quando dizem que têm saudades, mas depois empanturram a semana com reuniões e jantares de trabalho. Ou quando passam horas ao telefone às segundas e sextas a dizerem-nos porque é somos fantásticas, mas não ligam nem terça, nem quarta, nem quinta. Se um dia começar a perceber alguma coisa, talvez me aventure a escrever um manual. Mesmo que já seja demasiado tarde para aplicar alguma coisa que entretanto aprendi, sempre fica para a próxima geração.''

As crónicas da Margarida

Até lá?

O que é que me faz falta? Tanta coisa...
Faz-me falta acordar de manhã e não pensar em nada, e saber que mesmo assim está tudo bem.
Faz-me falta saber que isso pode acontecer amanhã também, que irá continuar tudo bem na mesma.
Para além disto, és tu que me fazes falta, tu que estás longe, tu que não sabes nada ''disto'', tu que conversas comigo todos os dias como velhos amigos que se encontram depois de muitos anos separados.
Tem sido por acaso que volta e meia falamos de antigas relações e no que elas se podiam ter tornado, e é aí que falamos na nossa, e sabemos que mesmo assim, não passam de palavras.
Eu não me importo, sei que mais cedo ou mais tarde as coisas chegarão ao seu ponto certo e será aí que tudo mudará. Até lá? Até lá eu espero, e espero mais uma vez.
Penso que foi na semana passada que alguém me perguntou (já não me lembro muito bem porquê), ''Tu não desistes?'', eu respondi ''Não'' e a conversa ficou por ali. Depois disto fiquei a pensar no assunto e realmente é verdade, quando me fazem perguntas estúpidas como esta, a minha resposta é sempre um 'não' e ponto final. Foi o mesmo que aconteceu quando me perguntaste qual era a razão de eu gostar tanto de ''nós'', e eu respondi que gostava, simplesmente gostava. Não chega?
Não, não chega, mas por enquanto ainda não estás preparado para ouvir tudo o que eu poderia dizer, porque eu tenho sempre alguma coisa para dizer, ainda não consegui aprender que por vezes o silêncio é a melhor resposta que se pode dar. Até lá? Eu espero e tu esperas, quando chegar a altura certa, logo saberemos.


''If I would tell you how much you mean to me I think you wouldn´t understand it so I wait, I wait until this day comes when you will understand me.'' Conheces?

É o desejo intocável, no seu estado puro.




''No amor, ninguém pode magoar ninguém; cada um de nós é responsável por aquilo que sente, e não podemos culpar o outro por isso.

Já me senti ferida quando perdi os homens por quem me apaixonei. Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém.

Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem a possuir.''



Paulo Coelho

Quero o mais, o demais ou o nada.

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas — porque tenho uma mente fértil e delirante — e porque posso achar errado — e ter que me desculpar — e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que “nada é para sempre”.

Gabriel García Márquez

Hoje, amanhã e depois

Desde pequena que me lembro de haver dias em que não me apetecia fazer nada, mas sempre os contrariei. Ora ficava a ver televisão até tarde, ou acordava cedo para ver desenhos animados horas a fio. Se não fossem estes desenhos animados, eu tinha de andar, pular, comer todas as porcarias que encontrasse cá em casa, de tal modo que a minha mãe chegava a um ponto que dizia ''Já chega, pára quieta!''. O que faz uma criança nesta situação? Que resposta óbvia: eu fazia pior ainda, não conseguia ficar ali sossegada, com o mundo lá fora à minha espera.
Hoje é diferente. Hoje há dias em que me apetece fazer tudo e mais alguma coisa, e não, não estou a falar de ver desenhos animados ou de ir pular até me doerem as pernas, falo sim, de ir ter contigo e dizer-te tudo o que preciso de te dizer. Mas com o passar do tempo eu percebo que interferir na tua vida sempre que me apetece não dá bom resultado, porque a tua vida, não é minha, nem ''nossa'', é só tua.
Tu fazes dela o que sempre quiseste, nunca deixaste que ninguém lhe mexe-se, nem por meio segundo. Aliás, por vezes até deixas, mas arrependeste no minuto seguinte e por isso sobes o patamar da segurança. Por isso, tudo o que tente não passa de uma tentativa falhada, de falar sem tu me ouvires, de eu gritar se for preciso e tu nem olhas.
Foi da última vez que te disse umas boas verdades e tu me respondeste com um simples 'ok', que eu prometi a mim mesma que das próximas vezes iria guardar para mim todos os sentimentos que tinha para exprimir mas que tu não queres ou preferes não ouvir, porque sabes que isso te vai bater forte e depois não consegues fazer nada com essas palavras.
Por isso, hoje, amanhã e depois, eu vou ficar sem fazer nada, mesmo que me apeteça virar o mundo e mudar-te a sorte, porque durante estes anos aprendi a ouvir a minha mãe, e é mesmo verdade que 'Estar parado também é uma acção'.

É tudo.

Sabes quando vais na rua e falas sozinho, ou te ris e depois quando te apercebes, olhas à tua volta a ver se alguém reparou? Sim, é assim. 
Sabes quando falam para ti e acenas com a cabeça mas não estás a ouvir nada? Sim, é assim.
Sabes quando ouves uma música e ela te faz lembrar alguma coisa? Sim, é assim.

Sabes quando estás deitado em cima da cama, a olhar para o tecto e tentas encontrar resposta? Sim, é assim.
Sabes que não há explicação, mas no entanto tens de fazer uma pergunta, e fazes mesmo: " - O que é que estamos a fazer? Aqui está ela. A Pergunta
Já pensei nisto centenas de vezes, formulei as palavras precisamente desta maneira, com a mesma entoação, a mesma ênfase na palavra «fazer».
Mas de todas as vezes a resposta é diferente: 
Estamos a seguir os nossos corações.
Estamos aproveitar a oportunidade.
Estamos a ser malucos.Estamos a autodestruir-nos.
Estamos a ser lascivos.Estamos confusos.
Estamos a rebelar-nos.
Estamos apaixonar-nos.
Já estamos apaixonados.
E a mais frequente: não temos a mais pequena das ideias. Então, limitámo-nos a decidir que não decidíamos nada. É tudo.''

Assuntos sérios

"Mágoa. [...] Está para lá da tristeza, da solidão, do desejo de lutar pelo que já se perdeu, da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor, por ser demasiado grande.
Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas, fazem-se esperas, mandam-se flores, livros sublinhados, convocam-se os amigos para em quórum planearem connosco uma estratégia de recuperação, sente-se aos solavancos e come-se sem mastigar, num torpor raivoso e revoltado. A vida vai mais depressa do que nós, passa-nos por cima e os dias comem-se uns aos outros. Só queremos que o tempo corra para nos apaziguar a dor e acalmar os papos nos olhos.
Depois é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal marcial interior, em que os juízes são a vida e o réu, o que fizemos dela.
Limpam-se os destroços, enterram-se os mortos, tratam-se os feridos que são as nossas feridas, feitas de saudades, desencontros, palavras infelizes e atitudes insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos. Há quem se rodeie de amigos, durma com antigos casos, se enrole numa manta de xadrez e se torne o mais fiel cliente do clube de vídeo da esquina. Há quem tome calmantes, absorva vodka em noitadas vazias como uma esponja inútil, se mude outra vez para casa da mãe, ou parta em uma viagem para um local turisticamente muito apetecível.
O pior é quando se chega lá, apetece tudo menos lá ficar. Percebemos que não há longe nem distância para a dor, e que nenhum amante, amigo, mãe, irmão, droga ou bebida matam a saudade do que já fomos ou de quem já tivemos nos braços.
A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada. É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração e começa a deixar sinais aqui e ali, dentro de nós.
A pouco e pouco sentimos que já não somos a mesma pessoa.
As cicatrizes podem esbater-se com os anos e ser remendadas com hábeis golpes de plástica, mas ficarão para sempre debaixo dos excertos que fazemos à alma.
O cansaço mata tudo. A raiva de não termos quem tanto amámos, a fúria de não sermos donos da nossa vontade, o orgulho de termos perdido quem mais queríamos. Só não mata as saudades e a vontade de continuar a sonhar que um dia pode mudar outra vez e libertar-nos de nós mesmos e do sofrimento, tão grande quanto involuntário, tão patético quanto verdadeiro.
Às vezes, quando a mágoa é enorme e sufoca, vegetamos em silêncio para que ela não nos coma. Fingimos que está tudo bem, rimo-nos de nós próprios perante os outros e até mesmo perante o outro que vive dentro de nós. Tornamo-nos espectadores da nossa dor. Afastamo-nos de nós, do que somos, daquilo em que acreditamos. No fundo estamos a desistir, como quem volta atrás porque tem medo do escuro, vencidos pela desilusão cansadas de esperar em casa que o mundo pare e se lembre de nós.
Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se, é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor, mesmo com mágoa. Pelo menos a mágoa magoa, faz-nos sentir vivos."

Corazón Partío, As.


Ya lo ves, que no hay dos sin tres,
Que la vida va y viene y que no se detiene...
Y, qué sé yo
Pero miénteme aunque sea dime que algo queda
Entre nosotros dos, que en tu habitación
Nunca sale el sol, no existe el tiempo ni el dolor
Llévame si quieres a perder, a ningún destino, sin
ningún por qué

Ya lo sé, que corazón que no ve,
Es corazón que no siente,
El corazón que te miente amor.
Pero, sabes que en lo más profundo de mi alma,
Sigue aquel dolor por creer en ti,
Qué fue de la ilusión y de lo bello que es vivir?
Para qué me curaste cuando estaba herido,
Si hoy me dejas de nuevo con el corrazón partío?

Quién me va a entregar sus emociones?
Quién me va a pedir que nunca le abandone?
Quién me tapará esta noche si hace frio?
Quién me va curar el corazón partío?
Quién llenará de primaveras este enero,
Y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
Quién me va curar el corazón partío?

Dar solamente aquello que te sobra,
Nunca fue compartir, sino dar limosna, amor
Si no lo sabes tú, te lo digo yo
Después de la tormenta siempre llega la calma,
Pero, sé que después de ti,
Después de ti no hay nada.

Volta

Nunca ninguém irá perceber as saudades que eu tenho de ti.
Adormecia a rir e acordava no mesmo estado, com ou sem motivo para tal, era especial.
E é por isso, pelas tardes ao sol, deitadas na relva, pelas corridas á chuva a tocar ás campainhas, pelos gritos despropositados, pelas gomas e misturas estranhas, pelas compras - ou pelas tentativas de comprar alguma coisa, és uma esquisita, confessa! -, pelo facto de olhares para mim com cara de parva e gozares a toda a hora, por aprenderes a andar na Julieta aqui tão perto numa tarde de Verão, pelas escapadelas de Inverno, pelas noites a dançar, e dançar, e dançar, sem parar de rir, como sempre.
Sim, seria assim que eu numa simples palavra esclareceria a nossa relação: rir!
E tenho saudades disso, tenho saudades de todos esses momentos, fossem segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, 17 anos. Faz-lhe as contas. É muito tempo, não é?
Então não desperdices isso, não me faças esquecer tudo o que já passou por teres mais orgulho do que eu, não me faças esquecer os mergulhos no burgo, as idas á praia, não me faças esquecer quem tu és e quem nós somos, as duas, só te peço isso. Volta.

Stay with me



When marimba rhytms start to play
Dance with me, make me sway
Like a lazy ocean hugs the store
Hold me close, sway me more

Like a flower bending in the breeze
Bend with me, sway with ease
When we dance you have a way with me
Stay with me, sway with me

Conversas circulares

Calma. Perdi-me no meio da conversa. Se bem me lembro disseste: '' E olha que não é uma paixão que dura três dias, duas semanas, ou um mês...''. Sim, foi isso mesmo que disseste.
E era verdade, eu sei - ou pensava que sabia -, mas naquela altura tive a certeza de que era mesmo isso, sabia que não ias voltar a ser uma pessoa avulso, mas que acabarias por acertar o passo com o pulso ou até mesmo o tempo com o modo.
Sim, foi aqui que me tinha perdido. E tu, com ar de quem acorda todas as manhãs com a esperança de que um dia, talvez um dia, voltes a lançar o dado e saia novamente seis e seis (mas quando esse dia chegar, logo se vê), respondeste-me que entre nós não há pesos nem amarras e o silêncio não quer dizer ausência, apesar da ausência reinar nos nossos dias. Pois, até podia ser verdade, se não tivesses tido uma atitude de quem está farto de dar e receber. Nunca é demais, sabias?


A Matilde na terça-feira olhou para mim e sem que eu abrisse a boca explicou: ''Ele escolheu não te escolher.'' E eu pensei, bolas, e é por isso que eu bato com os pés no chão outra vez e perguntou porquê. Mas não, o nosso problema são estas conversas circulares, como quem não se cansa de falar, e falar, e falar. Talvez seja isso mesmo, já dissemos tantas coisas, que agora falamos e não dizemos nada. Sim, possivelmente seja isso.

Tipo, não mata mas mói, incomoda, ferve-me cá dentro, e volto a perder-me.

E é por isso que desta vez, nem uma palavra, só os olhos aos gritos.



" Ver-te assim abandonado / Nesse timbre pardacento / Nesse teu jeito fechado / De quem mói um sentimento ", Rui Veloso

Não há príncipes encantados!

Sentadas no chão a sentir o ar quente correr, riamos e conversávamos sobres esses príncipes encantados que andam por aí. Ou melhor, os que nós pensávamos que andavam por aí...
Parecíamos umas miúdas da primária a divagar sobre quem seria e como seria ''o ideal'', e na altura teve piada.
- É a tua vez, como é que ele era?
Engasguei-me um bocado, sabia como o fazer, mas não queria.
- Era como tentar deitar o oceano todo dentro duma chávena de café. É difícil e impossível.

Olhaste para mim e pensaste que isto era apenas uma semente de um sonho. E tiveste razão.
Passado uns tempos descobri que: ''ás vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeira momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e casa desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora. Ás vezes é preciso renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer e amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza de que fizemos bem e não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.''
Vai ser nesse dia que vamos perceber que não há príncipes encantados.

Vou contar-vos um segredo

Para que saibam, se isto alguma vez vos acontecer, não vão estar preparados. Vão andar na rua a pensar como é que as pessoas são capazes de agir como se o mundo não tivesse sido deslocado do seu eixo. Vão mandar um soco com tanta força na porta da casa de banho que até vão magoar o pulso, depois irão começar a chorar quando o homem da cabine da portagem vos desejar um bom dia.
E agora sim, vem o pior, irão interrogarem-se sobre ''Como é possível''; vão perguntar-se ''E se''.

P.S.: ''As mulheres não foram feitas para correr; se o fazem, é para serem apanhadas.''

E quando o céu se rompe, quem é que o arranja?

Estávamos sentados no sítio do costume, com mais uma conversa banal, até que te perguntei:
- Aonde é que isto nos leva?
Tu olhaste para mim com aquela cara que eu tão bem conheço e disseste:
- Aonde queres que te leve?

Não te respondi logo, achei que seria bom ficares com as pernas a tremer, impaciente para que eu te respondesse.
Então, com uma calma que não conhecia dentro de mim, comecei:

- Sabes, eu ainda passo muitas noites sem dormir porque a vida nunca é como a imaginamos, espero por ti sem esperar, sonhando que aquilo que desejo, se for bom para mim e melhor para o mundo, se realize, e a tua ausência seja apenas uma etapa.
A vontade individual de cada um pode, aliás, deve estar acima de tudo. Tens o direito de querer tudo e de fazer o que queres, mas eu também tenho o direito de gritar ao mundo a minha tristeza, e o quanto me dói a forma como me fechaste a porta, afinal, quando o céu se rompe, quem é que o arranja?

Bilhete de ida, sem volta


''Ao que ela se destina, a ela está reservado.'' Lágrimas Coloridas, Ana Macedo.

E é este o problema, um erro á espera de vaga.
Hoje escrevo-te porque é mais fácil, podes guardar todas as palavras, vírgulas e pontos finais como se fossem o teu tesouro, e porque sei que o que fica por dizer é muito pior do que tudo o que se disse, mas há um medo tão grande de enfrentar a verdade que se deixa subentendido aquilo que é demasiado duro e complicado de explicar.
Mas vai ter de ser: tenho vontade de te tocar o coração!
Contudo, sei que não posso interferir no teu destino e mudar o curso da tua vida, porque ''ao que ela se destina, a ela está reservado'', isso, terás de ser tu a fazê-lo, por ti e para ti, apenas se assim o entenderes.
Prometi a mim mesma que te diria isto tudo, hoje, sem a mínima hesitação, e pronto, já disse.
Depois disto, o meu bilhete é de ida, sem volta.

Estamos nessa!





''Há pessoas que entram na nossa vida para nunca mais saírem.''

E é assim faça sol, chuva ou caía granizo.
11.Junho.2010

Conheces a sensação de ficar sem chão?

Conheces a sensação de ficar sem chão?

Eu explico: na vida é preciso saber separar as coisas, ou seja, separar o coração da cabeça, o ontem do hoje, o desejo da vontade, a paixão do amor, a realidade da ficção, ainda que por vezes nos enganemos e tomemos o certo por errado e vice-versa.

É esta a sensação, a mesma que fica depois do esforço e do falso esquecimento.

Conheces?

Muito mais do que isso




- Eu nunca falei em felicidade. Eu falei em amor, em paixão, em momentos arrebatadores. Falei em rosas á porta da sala de aula. Falei em nomes carinhosos gritados no meio do corredor da escola. Falei em beijos de cinema á chuva. Falei em passeios na praia. Falei em zangas matinais depois de uma noite agressiva. Falei em risos, em conversas parvas. Falei em sofás, televisão e leite com chocolate. Falei em corridas pela casa e escondidas debaixo dos lençóis. Falei em copos de água pela cabeça abaixo, falei em cantar no chuveiro. Falei só numa toalha. Falei em guerras por causa do comando. Falei em música no máximo e danças de t-shirt comprida.

Não falei em felicidade.

- Isso não é felicidade?

- Não, é muito mais do que isso.

- Não estou a perceber.

- Eu sei.


Virei-te as costas.

Por vezes quando amamos temos que enfrentar as armadilhas que a vida se encarrega de meter mesmo á nossa frente. E é nessas alturas que vamos decidir: ou seguimos em frente, ou viramos as costas.

Eu virei-te as costas.


Não foste uma armadilha, nem um bicho papão, mas o teu bem faz-me tão mal, e eu não posso permitir isso, não posso deixar que me metas na corda bamba, outra vez, sem vara, á espera que eu caia, ao minimo movimento.
Não, desta vez não.

Uma mulher nunca tem a certeza de nada, mas eu sei que fiz tudo mal, mas fiz bem.


E sabes qual é a única verdade no meio disto tudo? É que o hábito é o primeiro inimigo do amor vivo, que nos faz cair nessas armadilhas traiçoeiras de deixar passar o tempo, esquecer as discussões, atirar para trás das costas o que não conseguimos encarar de frente e admitir factos e palavras que ferem a nossa dignidade e nos fazem ser menos gente.

Touchês

''O amor é um acto de fé, uma manifestação de esperança. É como plantar uma semente. Por isso, a última vez que vos fui visitar, trouxe uma caixa de bolbos para plantar no meu jardim. Eu sei que nos dias de Primavera vou ver vos por aqui, a ensinar-me a cuidar das flores, vocês que cuidam do meu coração melhor do que ninguém.'' , Margarida Rebelo Pinto, Esposende 2010.

Clandestino.

A noite vinha fria
Negras sombras a rondavam
Era meia-noite
E o meu amor tardava

A nossa casa, a nossa vida
Foi de novo revirada
À meia-noite
O meu amor não estava

Ai, eu não sei onde ele está
Se à nossa casa voltará
Foi esse o nosso compromisso

E caso nos tocar o azar
O combinado é não esperar
Que o nosso amor é clandestino.

Imagine - John Lennon



''You may say

I'm a dreamer

But I'm not the only one

I hope some day

You'll join us

And the world will be as on''

Alma de pássaro - Margarida Rebelo Pinto.

''Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar. Cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável''


E é por isto que é mais fácil sonhar do que perder, e para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.

Destino, química, fado.

''Não amamos quem queremos, como queremos e porque queremos. Amamos como podemos, e muitas vezes contra a nossa vontade, remando contra todas as marés, envoltos no mistério de uma escolha que não é feita por nós, mas por uma força que nos é superior, á qual os místicos chamam destino, os cientistas chamam química e os portugueses chamam fado. ''

''Chocolate'' de Joanne Harris




''Acredito que ser feliz é a única coisa importante - disse-lhe finalmente.

Felicidade.

Tão simples como um copo de chocolate, tão tortuosa como o coração.

Amarga. Doce. Viva.''

Só para mim

Nunca pensei que o fim de um grande amor pudesse vir a ser tão ingrato.
Para mim, aliás, só para mim, é que não era um passatempo, uma brincadeira ou diversão.
Quantas vezes te disse que te adorava? Que para mim, e, mais uma vez, só para mim, eras muito importante, de um valor difícil de explicar? Foram muitas, eu lembro-me.
Mas, já António Lobo Antunes dizia que ''o coração quando se fecha faz mais barulho do que uma porta'', e é bem verdade.
Estávamos em Outubro, ainda estava um Sol bastante agradável que já fazia sentir as saudades do Verão e tempo de praia, quando resolveste ser sincero.
Para mim, e, sim, outra vez só para mim, só na minha cabeça, só no meu coração, só por causa desta cegueira, obsessão, estupidez, chama-lhe o que quiseres, é que tu tinhas sido sempre sincero, eu sempre pensei que sim.
Afinal não. Estavas calmo, com uma serenidade estranha, embora ao mesmo tempo me parecesses um tanto ou quanto nervoso. Veio a conversa do costume, tipo aquela que se vê nos filmes e que toda a gente entende que é treta.
Quis ouvir-te, perceber o que se passava dentro da tua cabeça. Mentira, não era o que se passava dentro da tua cabeça que eu queria saber, era o que se passava dentro do teu coração.
Mais ou menos uma meia hora foi o tempo que demoraste. Um conjunto de soluços, falta de confiança em ti próprio mas mesmo assim querias parecer determinado.
Julgavas que eu não iria dar por ela, mas como já expliquei, tu para mim nunca foste um passatempo ou uma brincadeira, tu eras TU, completo para mim, com todos os teus defeitos (que sempre eu fiz por suportar, e não me arrependo), com toda a tua maneira de ser que sempre me deixou deliciada, e eu conheço-te bem.
Acabaste de dizer tudo o que tinhas ensaiado, essa foi uma das coisas que notei, mas mesmo com tudo na ponta da língua, enquanto estavas em frente ao espelho, ali, perante mim, saíste-te mal.
Sinceramente, já andava á espera desta conversa, ''a conversa''.
Consegui perceber que para ti não dava, não querias, não tinhas paciência, e vivias no teu mundo, onde só tu existias.
Quer acredites ou não, desde esse dia ainda não voltei ''á nossa esplanada'', onde tudo isto aconteceu, onde tudo começou.
Lembro-me que me levantei, não te disse uma única palavra, e percorri a beira-Tejo o resto do dia.
Quando cheguei a casa, abri o livro que me tinhas oferecido no meu aniversário, numa página ao acaso, e no segundo parágrafo li: ''só há uma forma de prender aqueles que mais amamos: largá-los, deixá-los ir para onde eles quiserem, que se gostam de nós voltam sempre.''
Para mim, foi o suficiente, mas só para mim.

A escolha


Nunca se pensa o que se devia pensar e nunca se diz sequer o que se pensa. A verdade é que as palavras (certas) são bonitas, mas são ainda mais quando se dizem.
E há gente, como eu, que diz o que pensa, que acha que consegue mudar o mundo com um pequeno gesto e eu acabei de fazer o meu, porque a vida é uma escolha infinita de coisas e eu escolhi-te a ti.

Encontros e encontrões

''Dantes as pessoas encontravam-se, agora andam aos encontrões'', Margarida Rebelo Pinto
O que de certo modo é verdade, contudo é bom saber que certos encontrões resultam melhor que outros encontros que são marcados, previamente pensados, com todos os pormenores contados, para não falhar nada.

O nosso não.

O nosso foi um encontrão, e ainda bem, já estava na altura de apareceres, assim todos os medos já se foram.

E sabes porque ? Porque os amores são para ser vividos, sonhá-los não basta.

Foge.

Desta vez foge deles, nem que tenhas de fazer o que se chama de impossível, mas foge.
Numa outra altura nunca te diria para o fazeres, seria estupidez a mais...
Fugir nunca foi solução. Não foi, não é e jamais será.
Mas por agora terá de ser, chegaste a um ponto em que deixas que sejam eles a comandar a tua própria vida, a decidir por ti o teu futuro.
Sempre soubeste o que realmente querias, mas ultimamente preferes esconder-te debaixo de água, fingir que não é nada contigo, como se fosses um peixe que não se interessa por o que acontece por cima da sua própria cabeça, como se o mundo não fosse importante, e a culpa é sempre deles.
E é sobre ''eles'' que te quero falar, que sempre quis aliás. Foram eles que me deixaram assim, que te vão deixando também da mesma maneira, e nós não conseguimos suportá-los.
Não, eu não consigo, essa é a verdade, tu já o fizeste. Conseguiste na mesma altura em que eu me agarrei de tal maneira a eles que fui ficando, ficando, ficando, e fiquei mesmo para trás.
A minha esperança era que voltasses, pegasses na minha mão e que me dissesses ao ouvido que me adoravas, assim conseguiria, e seria uma maneira de eu não desistir.
Contudo, tu não voltaste, eu continuei no chão, não tocaste em mim e nunca mais disseste que me adoravas.
Foi um choque. Ainda nesse mesmo estado de choque/insegurança decidi me despedir deles, nunca mais voltaria a pensar no que me fizeram passar, no que me fizeram perder. Com esta etapa percorrida, não sei, talvez me dedique aos jogos olímpicos, se tive fôlego para aguentar isto tudo, poderei dar a volta ao mundo num só pé.

Contos de Fadas



''Como vi uma vez num filme, não te vou prometer uma vida maravilhosa, não te vou dizer que vamos ser felizes para sempre, isso só acontece nos contos de fadas.

Vou prometer, sim, fazer os possíveis e os impossíveis para que tudo funcione.

Mas, por vezes as coisas não resultam e mesmo que o nosso sonho tenha voado na brisa da saudade, não devemos jamais perder a esperança que essa brisa acalme e volte... volte a soprar na nossa direcção.

Podemos por fim, descobrir então, que os contos de fadas não são assim tão raros quanto parecem.''

Eu não sei quem te perdeu, P.A

Quando veio, mostrou-me as mãos vazias, as mãos como os meus dias, tão leves e banais.
E pediu-me que lhe levasse o medo, e eu disse-lhe um segredo: ''Não partas nunca mais!''.
E dançou, rodou no chão molhado, num beijo apertado, de barco contra o cais.
E uma asa voa, a cada beijo teu, esta noite sou dono do céu, e eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me como se abraça o tempo, a vida num momento, em gestos nunca iguais.
E parou cantou, contra o meu peito, num beijo imperfeito, roubado nos umbrais.
E partiu sem me dizer o nome, levando-me um perfume de tantas noites mais.
E uma asa voa, a cada beijo teu, esta noite sou dono do céu, e eu não sei quem te perdeu.

Pequenos nadas


Voltando á conversa do costume, descobre-se que o verdadeiro amor é omnipresente e omnipotente, mas nunca se cansa nem nunca se ausenta, nunca se paga nem subtrai. Só suspira ás vezes, para ganhar forças e seguir caminho. É este amor raro, secreto, mágico e perfeito que nos torna felizes, sempre, apesar de tudo e acima de tudo. E o resto, são pequenos nadas que pertencem ao mundo dos comuns mortais.

Querem mesmo ?

'' Será que as pessoas querem mesmo saber como estás quando te perguntam se estás bem? Ou estão apenas a ser bem-educadas?
Da próxima vez que perguntarem irei responder que me chateia sempre que alguém diz que o tempo cura as coisas, quando, ao mesmo tempo, também me dizem que a ausência faz o coração amar mais, o que realmente me confunde, porque isso significa que há quanto mais tempo tiveres partido, tanto mais eu te quero.
Irei-lhes dizer também que nada cura nada e que cada manhã em que acordo na minha cama vazia é como se tivesse esfregado sal nas feridas que estão por curar.''

Terceiro acto.


Todos os filmes e todas as histórias te imploram que aguardes por ela : a reviravolta no terceiro acto.

Ser ou estar ?

Uma vez, tal como das outras todas, fora me dito: « Não tens de ter uma cara corajosa o tempo todo, sabes? ».
Eu calculava que era possível a qualquer pessoa amar qualquer pessoa, era essa a grande ''coisa'' acerca do amor: vinha em todos os tamanhos, formas e temperamentos.
Foi então que reparei que os brasileiros usam o verbo ''ser'' ligado á paixão. Eles dizem « Sou apaixonado por você» para distinguir de « Estou apaixonado », é lindo não é ?
Contudo, há momentos em que todos sonhamos com uma outra espécie de amor, aquele que é livre e leve, simples mas forte.
Mas esse mesmo amor, pode ser outra vez aquele monstro a acordar, a mexer-se na imensidão emaranhada do passado, pronto a engolir o tempo e a fazer estragos de grande porte.
Apesar disto, dizem que acaba por passar.
J.

Diz-se por aí

Dizem eles que amam. Dizem.
Quando ele existe, o amor, é fácil de perceber, não tem de ser uma obsessão pela pessoa de quem se gosta, basta dar e receber, dar e receber, dar e receber.
Dar e receber, carinho, atenção e tudo mais, e não podemos criticar a palavra ''amor'' só porque um relacionamento não deu certo e não teve o final feliz que fora desejado.
Esse amor não é dizer que se gosta desta ou daquela pessoa, gostar, gostamos nós todos, amar, ama-se só uma pessoa.
E quando se ouve dizer: « Gosto deste fulano porque tem estas e aquelas qualidades », desconfio sempre.
Não se ama pelas qualidades, nem por isto ou por aquilo. Ama-se.
E sobretudo ama-se apesar deste ou daquele defeito que ás vezes até podem ser um espinho na nossa vida. Mas, para quem ama, um pequeno espinho é sempre reduzido á sua verdadeira insignificância e nunca se deixa que ele se transforme num problema.
Contudo, quando este amor verdadeiro, aquele que se alimenta de pequenos nadas, palavras carinhosas, beijos e sorrisos, projectos e promessas não existe, mas mesmo assim ainda há esperanças que nos vão fazendo acreditar, mais vale desistir. Deixá-lo ficar onde parou e lembrar apenas as coisas boas.
Afinal o que é amar senão sonhar, proteger, dar a mão quando é preciso e soltá-la quando assim tem de ser?
E ás vezes, quando ainda não ganhaste a coragem de o fazer, de deixar esse amor para trás, porque é isso que é melhor fazer, mais vale saberes e acreditares que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando vão elas cair.
J.


N.

You're never gonna be alone
From this moment on
If you ever feel like letting go
I won't let you fall
(...)
And now as long as I can
I'm holding on with both hands
Cause forever I believe
That there's nothing I could need but you
So if I haven't yet
I've gotta let you know.

- Ninguém pode sentir o que perdeu sem ter tido antes.

Eu já sou especialista, e tu ?


Da próxima vez que a vida te der um limão, faz uma limonada.

Estado de sítio

Para mim nunca foste uma situação na minha vida, antes um estado.
Só sei que tudo parou ali mesmo, outra vez, mais uma vez.
Dessa mesma vez abri-te a minha alma, novamente.
Confessei-te sem vergonha nem pudor que passara todos os dias a pensar em ti, em nós, em tudo o que poderíamos ter sido e o que poderíamos ainda ser: o casal perfeito. Então respondeste-me que tudo isso seria possível se o medo não comandasse a tua vida. A distância, as circunstâncias e ainda e sempre o medo haviam-te impedido de agarrar este sonho.
Pediste-me que deixasse de pensar em ti, que não te odiasse por todo o mal que me causaras. Falaste sempre no pretérito perfeito, porque, para ti, há muito que tudo terminara.
Foi então que descobrimos que podias sempre voltar atrás. Afinal, é uma das tuas especialidades. Mas desta vez, ainda bem que voltaste.
Por fim, e com toda a tua subtileza, charme e carinho que demonstras de todas as vezes que há uma onda disseste-me : « Tu compreendes sempre o que te estou a tentar dizer para além do que te digo. », lembras-te?
J.

Linhas paralelas, (mrp)

Ás vezes apetece-me meter a Vera num avião e ir passar 2 meses ás Caraíbas. 2 meses não, 6 meses, 1 ano. A vida toda. Ás vezes apetece-me mudar de vida. Mudar de vida, dito parece tão fácil. Há uns meses largos não conseguia adormecer e vim para a sala ver televisão. Peguei num albúm de fotografias antigo e vi o fio da minha vida linear como um filme para crianças. Aqui e ali, lá estava a Vera, ao meu lado. A Vera, a Vera, a Vera. A Vera tem a vida dela e eu a minha.
Linhas paralelas nunca se cruzam, não é esta uma das leis da geometria?
Será que estamos condenados a assistir impávidos ao desenrolar da vida um do outro, sem as conseguirmos cruzar?

Esmaga, esmaga, esmaga


E quando ele voltar, e a maturidade voltar com ele, não sei se vai chegar a tempo de conquistar novamente. Se não chegar, é a prova de que já era, passou, acabou, finalmente.

Contudo, se o bichinho se mantiver vivo, será preciso decidir se o esmagamos ou o deixamos viver.

Com a falta de esforço e á força de te protegeres dos outros, ausentas-te de ti mesmo, e onde estás agora?

Qualquer dia olhas para dentro de ti, e já não estás.

Não precisas de rótulo

16 anos de risos cúmplices, 16 anos de sinceridade, amor verdadeiro, de agora ou nunca, de tudo ou nada, de riscos e tempestades.
16 anos de felicidade, felicidade, felicidade.
Adoro-te

Filosofias

Os homens são como os penicos, vão-se uns embora, vêm outros mais bonitos.

Rogela

Antes de mais nada, tenho a informar que este blog foi criado a pensar na Inês Lucas, com o objectivo de puder comentar o dela visto que andámos numa luta imensa para escolher o nome do tão famoso bolg.
Ontem, dia 16 de Janeiro de 2010, foi o jantar de anos da Margarida, na Rogela, onde descobrimos o talento fabuloso desta Inês para criar músicas a partir das situações mais banais do mundo, como por exemplo: a Margarida fugir com a prenda, o Tiago mandar mensagens, ou até mesmo o simples facto de eu me rir. Não podemos também esquecer a Telma, que mesmo não sabendo tocar guitarra conseguiu entrar no ritmo de todas as músicas, mesmo com o frio, mesmo com a chuva, mesmo com toda a gente a pedir para elas fazerem pouco barulho por causa dos vizinhos. Tenho agradecer também á Eduarda por ser uma boa cabeleireira e á mãe dela por fazer uma sopa de peixe divinal. Apresento também aqui as minhas desculpas por ter mandado o pai da Margarida á merda, mas quando disse que se ele fosse gay queria ir com ele ás compras, juro que foi do coração *.* Ao Mix ( Ferreira ), que me gastou 16 Cêntimos a ligar para ele próprio, á Márcia por dizer que se estamos todos mocados foi por termos comido muito e depois termos ido para o calor ( embora tenhamos ido para a rua, e estava um frio digamos que, do caraças), e claro ao Samuel por fazer a Margarida tão feliz, e á Daniela por ter trazido uma torta que toda a gente gosta. O Pedro e Marta não puderam estar presentes por motivos de força maior, mas com toda a certeza estarão numa próxima vez.
Obrigada por sermos um galinheiro, e ''andamostodosdoidos'', <3

Ah, eu sou a Joana e guarda só o que é bom de guardar.