E é assim faça sol, chuva ou caía granizo.
11.Junho.2010

Por vezes quando amamos temos que enfrentar as armadilhas que a vida se encarrega de meter mesmo á nossa frente. E é nessas alturas que vamos decidir: ou seguimos em frente, ou viramos as costas.
''O amor é um acto de fé, uma manifestação de esperança. É como plantar uma semente. Por isso, a última vez que vos fui visitar, trouxe uma caixa de bolbos para plantar no meu jardim. Eu sei que nos dias de Primavera vou ver vos por aqui, a ensinar-me a cuidar das flores, vocês que cuidam do meu coração melhor do que ninguém.'' , Margarida Rebelo Pinto, Esposende 2010.
A noite vinha fria
''Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar. Cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor, pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável''
''Não amamos quem queremos, como queremos e porque queremos. Amamos como podemos, e muitas vezes contra a nossa vontade, remando contra todas as marés, envoltos no mistério de uma escolha que não é feita por nós, mas por uma força que nos é superior, á qual os místicos chamam destino, os cientistas chamam química e os portugueses chamam fado. ''
Desta vez foge deles, nem que tenhas de fazer o que se chama de impossível, mas foge.
Dizem eles que amam. Dizem.
You're never gonna be alone
Para mim nunca foste uma situação na minha vida, antes um estado.
Ás vezes apetece-me meter a Vera num avião e ir passar 2 meses ás Caraíbas. 2 meses não, 6 meses, 1 ano. A vida toda. Ás vezes apetece-me mudar de vida. Mudar de vida, dito parece tão fácil. Há uns meses largos não conseguia adormecer e vim para a sala ver televisão. Peguei num albúm de fotografias antigo e vi o fio da minha vida linear como um filme para crianças. Aqui e ali, lá estava a Vera, ao meu lado. A Vera, a Vera, a Vera. A Vera tem a vida dela e eu a minha. 