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Eu não sei quem te perdeu, P.A

Quando veio, mostrou-me as mãos vazias, as mãos como os meus dias, tão leves e banais.
E pediu-me que lhe levasse o medo, e eu disse-lhe um segredo: ''Não partas nunca mais!''.
E dançou, rodou no chão molhado, num beijo apertado, de barco contra o cais.
E uma asa voa, a cada beijo teu, esta noite sou dono do céu, e eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me como se abraça o tempo, a vida num momento, em gestos nunca iguais.
E parou cantou, contra o meu peito, num beijo imperfeito, roubado nos umbrais.
E partiu sem me dizer o nome, levando-me um perfume de tantas noites mais.
E uma asa voa, a cada beijo teu, esta noite sou dono do céu, e eu não sei quem te perdeu.